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Conto: Primavera Vermelha

Conto
 Primavera Vermelha é um conto publicado originalmente em 1968, na revista Ubris, e reunido a outros contos de Stephen King no livro Sombras da Noite, publicado em 1978. Foi um dos melhores contos que li de King, a história é simples: um homem (narrador) relembra acontecimentos de oito anos atrás, época que ele estava cursando no New Sharon College. Suas lembranças são nostálgicas, quase melancólicas.

O título se refere a um conceito de uma uma primavera "falsa", como um verão indiano, ou seja, um período de clima quente que ocorre mais cedo do que o esperado e não dura, eventualmente cedendo lugar a outro período de frio congelante. A narrativa é envolvente e carregada de mistérios. Há uma boa dose dramática, King também usou certos floreios românticos que deixaram o conto quase lírico. 

Primavera Vermelha tem uma reviravolta atordoante no final, daqueles desfechos que dificilmente o leitor esquece. No parágrafo final nos é dada a perspectiva de um provável serial killer, mas este alguém não está totalmente ciente de suas próprias ações. Sem dúvida foi uma reviravolta eficaz, King incorpora a verdade na história de forma natural. Ao reler o conto, já ciente da verdade, consegui captar todas as pistas que levavam ao verdadeiro assassino. É um ótimo conto do mestre do terror.

Veja também:

Namorados Para Sempre

 " Namorados Para Sempre " é um drama romântico que busca passar o máximo de realismo possível. O título nacional é equivocado, pois o filme não é sobre um casal que vive em harmonia, mas sobre a dificuldade de permanecer em um relacionamento quando o amor acaba, ou nunca existiu. Está longe de ser uma comédia romântica açucarada, é um filme denso, melancólico e deprimente. Desde o início do filme é perceptível que Cindy e Dean são duas pessoas carentes, eles buscam suprir suas carências em outra pessoa, algo que realmente nunca dará certo no cinema, muito menos na vida real. O desgaste do relacionamento deste casal não ocorre de forma abrupta, vai acontecendo aos poucos devido a rotina, a falta de diálogos, o excesso e a escassez de afeto. Enquanto assistimos os flashbacks constatamos o óbvio, Cindy ( Michelle Williams ) e Dean ( Ryan Gosling ) tinham todos os tipos de sentimentos um pelo outro, menos amor. Não há nenhuma tragédia, o desfecho ao meu ver é esperançoso, mas ...

O Mistério de Stella

 " O Mistério de Stella " é um drama neo-noir que conta uma história metafísica não linear sobre amor, sonhos não realizados e destino. Na trama, um barman ( Anton Yelchin ) se apaixona por uma misteriosa mulher chamada Stella ( Zooey Deschanel ). No entanto, a garota é um espírito vagante que busca justiça por ter perdido a vida em um incêndio criminoso . É um filme peculiar que apresenta questões filosóficas bem interessantes sobre vida após a morte . Apesar do conteúdo ser complexo, o filme em si é fácil de entender. Trata-se basicamente de uma cadeia de eventos com um propósito maior. A alternância entre passado e presente consegue encaixar perfeitamente cada evento. O desfecho é previsível, mas condizente com a história contada. Título original:   The Driftless Area Direção: Zachary Sluser Ano de lançamento: 2015 Gêneros: Drama , Mistério , Policial

Os Estranhos: Capítulo 1 (The Strangers: Chapter 1, 2024)

  Os Estranhos: Capítulo 1 deixou muito a desejar na minha opinião. O filme inteiro é praticamente uma cópia desleixada do original. Conta a história de um jovem casal que acaba sendo obrigado a pernoitar em uma casa de Airbnb no meio da floresta. Quando a noite chega, eles são assombrados e perseguidos por três mascarados dispostos a tornar a vida do casal um verdadeiro inferno. Quando li a sinopse tive a impressão que seria um terror à moda antiga, com vários sustos e boa dose de tensão. No entanto, todo o clima tenso e pesaroso de Os Estranhos (2008) simplesmente desapareceu nesse remake. O roteiro segue à risca o material de origem e, em vez de adicionar novos elementos à trama, consegue perder os acertos do original, tornando-se um remake decepcionante.   É clichê encima de clichê. Nada funciona. Personagens genéricos, diálogos cafonas, sustos previsíveis, pistas irrelevantes, notas musicais sem sentido... É só uma cópia malfeita, nada mais. E, vai ter ma...