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Livro: Noites Brancas

Livro
 A experiência de ler uma obra de Fiódor Dostoiévski é indescritível. Acredito que cada leitor é despertado por sensações e emoções únicas, pois seus livros exigem dedicação, muita dedicação. 

Noites Brancas foi o primeiro livro que li de Dostoiévski, no entanto, para compreender a complexidade de suas obras precisei recorrer à modalidade dos livros narrados. Atualmente sou uma das maiores consumidoras de audiolivros, pela praticidade e por conseguir me conectar dentro das histórias com maior facilidade.

Noites Brancas foi escrito em 1848, pouco antes do escritor ir para a prisão na Sibéria e é considerada a obra mais significativa da primeira fase literária de Fiódor Dostoiévski. Narrado em primeira pessoa, o livro transporta o leitor para São Petersburgo, na Rússia. Conhecemos o Sonhador, um rapaz solitário que nos apresenta as famosas noites brancas (período do ano em que os dias são mais longos que as noites). Muito tímido, o Sonhador vai nos apresentando sua cidade enquanto faz passeios e imagina diálogos memoráveis com seres imagináveis. 

Em um desses passeios, o protagonista se depara com uma jovem mulher, muito triste, o destino então o coloca frente a frente com Nástienka. Um forte laço de amizade surge entre eles, logo um outro sentimento, intenso e profundo, ocupa o coração do Sonhador, porém, o passado da moça impede que a mesma corresponda esse amor. Mesmo assim, o protagonista nutre uma esperança dentre de si, de um dia conquistar o coração de Nástienka.

Em Noites Brancas, Dostoiévski escreve o amor na sua essência: real e utópico, belo e melancólico, revelando o que há de mais bonito no ser humano; a capacidade de amar incondicionalmente. 

Noites Brancas é uma história lindamente triste, com personagens profundos e inesquecíveis, é dessas histórias que arrebatam todos aqueles que acreditam na pureza do verdadeiro amor. O protagonista consegue comover o leitor com sua maneira singela de ver a vida. Terminei a leitura deste livro extremamente melancólica e eufórica ao mesmo tempo. Fiódor Dostoiévski é, sem dúvida, o maior escritor de todos os tempos que merece o lugar de destaque em toda estante.

Veja também:

Outback

 " Outback " é um suspense de sobrevivência australiano que mistura tensão com pitadas de realismo. A história acompanha um casal americano ( Lauren Lofberg ) e ( Taylor Wiese ) passado férias na Austrália.  Buscando uma nova aventura e também reacender a chama da paixão, eles seguem em direção ao deserto. Porém, o GPS falha obrigando o casal a sair do carro em busca de ajuda. Para piorar a situação, eles perdem a localização do carro ficando a mercê dos perigos existentes no deserto australiano . Cansados, desidratados, com forme e desorientados, o casal vai precisar unir forças se quiser permanecer vivo. O interessante desse filme é que o enredo não aposta em monstros ou algo sobrenatural para causar medo. Em " Outback " não é necessário o uso de efeitos especiais, a natureza é a antagonista. O perigo aqui é real: o sol escaldante , a desidratação , a fome e a solidão. Podemos sentir através da tela o desespero dos personagens. O destaque maior fica para a fotogra...

Destinos à Deriva

 " Destinos à Deriva " estava na minha lista de filmes para assistir desde seu lançamento, mas eu sempre adiava, então aproveitei esses dias gelados que tem feito na minha cidade para ver alguns títulos. Gostei do que assisti.  A trama companha Mia ( Anna Castillo ), uma mulher grávida que, junto com seu esposo Nico ( Tamar Novas ), tenta fugir de um regime totalitário que tomou conta da Espanha . O plano do casal era chegar em um lugar seguro, no entanto, Nico é forçado a sair do contêiner e acaba deixando a esposa sozinha, flutuando em alto-mar , lutando para sobreviver as condições mais adversas possíveis.   Embora não seja um primor de originalidade, " Destinos à Deriva " é um bom thriller de sobrevivência que, apesar de alguns furos no roteiro, é tenso e impactante. O cenário é claustrofóbico e a protagonista transmite medo, fúria e uma resiliência fora do comum.  Só não espere diálogos ou reviravoltas complexas, porque não há, o filme é cru, ...

Um Ato de Fé

 " Um Ato de Fé " é uma filme de drama húngaro sobre a dissolução da igreja no período soviético e nas tentativas dos padres de manter a fé viva numa Hungria devastada pela guerra. O roteiro é bem escrito, com falas carregadas de referências bíblicas, atuações convincentes e uma fotografia desesperançosa.  A história se passa no ano de 1950. A Hungria está tentando se reconstruir após o término da Segunda Guerra Mundial. O padre Leopold ( Károly Eperjes ) e os monges da ordem franciscana trabalham com o intuito de florescer o cristianismo novamente no país que está sob domínio soviético . No início, o regime comunista não se impõe às atividades da igreja, mas este estado pacífico dura pouco tempo. padre Leopord é preso sob acusações forjadas e submetido a sessões de torturas com requintes de crueldade.    O tenente Keller ( Pedro Telekes ), que foi seu aluno e abandonou a religião, é nomeado sob o comando do Major Fyodorov ( Tamás Gal ) para extrair uma confis...