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Livro: O Vilarejo

Livro
 Em algum lugar da Europa podemos encontrar O Vilarejo. Lá, a fome e o frio fazem vítimas, no entanto, há um mal ainda maior dizimando o pequeno povoado. 

O Vilarejo foi escrito por Raphael Montes e publicado em 2015. É um livro pequeno, tem 96 páginas, mas riquíssimo em detalhes que te fará prender a respiração. O livro tem sete contos, cada conto está relacionado a um demônio que representa um pecado capital: Belzebu (gula), Leviathan (inveja), Lúcifer (soberba), Asmodeus (luxúria), Belphegor (preguiça), Mammon (ganância) e Satan (ira). Não vou comentar sobre os contos para não estragar a experiência dos leitores, mas garanto, são de causar calafrios. Cada pecado é bem trabalhado e o horror vai se intensificando em cada cena. As ilustrações e os respingos de sangue a cada nova página aberta te faz temer por aquilo que ainda está por vir.

O interessante deste livro é que o mesmo foi escrito no estilo fix up, no qual cada conto que compõe a obra pode ser lido separadamente, sem prejuízo algum para o entendimento, porém, se conectam em algum ponto, formando um romance. A conexão está no vilarejo onde as histórias se passam. Cada conto se passa em alguma casa do vilarejo, mas as histórias possuem personagens que eventualmente interligam um conto ao outro. 

No entanto, o que mais assusta em O Vilarejo é a maldade humana. Em poucas palavras, somos apresentado ao que há de pior na natureza humana. Através de histórias simples, conhecemos um pacato vilarejo, aparentemente habitado por pessoas simples e tranquilas, mas ao observar de perto, encontramos toda a podridão da humanidade. 

Uma dica importante é ler o prefácio, este é escrito em forma de metalinguagem e é interessantíssimo para compressão de como os contos foram escritos.  

Veja também:

Comer, Rezar, Ladrar

 " Comer, Rezar, Ladrar " é uma comédia alemã que entrega exatamente o que promete: uma história sem grandes momentos ou revelações marcantes, situações levemente engraçadas e personagens superficiais e esquecíveis. O filme acompanha um grupo de tutores ( Alexandra Maria Lara ), ( Doğa Gürer ), ( Kerim Waller ), ( Devid Striesow ) e ( Anna Herrmann ) que estão enfrentando problemas com seus cães e decidem participar de um retiro de adestramento nas montanhas do Tirol , na Áustria, conduzido por um adestrador excêntrico ( Rúrik Gíslason ), que em vez de focar no treinamento dos cães, cria situações inusitadas que expõe o comportamento dos tutores. É uma comédia despretensiosa, daquelas feitas para sentar, relaxar e deixar o tempo passar enquanto assiste. Título original:   Eat Pray Bark Direção:   Marco Petry Ano de lançamento: 2026 Gênero:  Comédia

Perfeitos Desconhecidos

 Temos aqui a 21ª versão da comédia dramática italiana  " Perfetti sconosciuti " (2016) e, ainda  que exista várias versões para a mesma história, " Perfeitos Desconhecidos "  continua sendo divertido e intrigante. Não há mudanças significativas no enredo, mas essa versão árabe apresenta uma abordagem um pouco diferente no modo de agir dos personagens, retratando suas culturas e costumes.  N ão traz nenhuma originalidade, mas cumpre seu papel ao apresentar uma comédia agridoce sobre o cotidiano da sociedade moderna.  O elenco grandioso composto por ( Nadine Labaki ), ( Eyad Nassar ), ( Adel Karam ), ( Mona Zaki ), ( Diamand Abou Abboud ),  Fouad Yammine ),  e a direção segura conseguem manter o público conectado na trama até o final. Todos guardamos segredos, seria hipocrisia dizer que não, entretanto, é preciso medir até que ponto nossos segredos vão afetar outras pessoas. Na vida real, quantas pessoas estariam dispostas a participar de um j...

A Babá

 Por  mais que tenha alguns elementos de terror, " A Babá " não é um filme de terror, é um drama psicológico intenso com camadas de suspense. A história da babá imigrante submetida a uma tensão crescente devido patrões abusadores é no mínimo aflitiva. É um filme de instintos feito para tocar nas profundezas do coração. Aisha é uma personagem forte, corajosa e determinada, é fácil sentir empatia por ela. Nos preocupamos com seu destino, torcemos e sofremos junto. A revelação no último ato é avassaladora, não apenas para ela, terminamos de assistir dilacerados. Ao longo do filme recebemos algumas pistas que algo muito ruim vai acontecer. As visões de Aisha com a água revelam um significado muito maior. A trilha sonora melancólica aumenta a sensação pesarosa. O desfecho amargo finaliza esse conto pungente de uma maneira perspicaz. O roteiro tem alguns deslizes, mas no geral é bem escrito. A direção é segura e as atuações são acima da média. O elenco de ...