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Livro: O Jogador

Livro
 Em 1867, Fiódor Dostoiévski escreveu O Jogador em apenas 26 dias, ele foi auxiliado por Ana Grigórievna, uma taquigrafa, que mais tarde se tornaria a esposa do escritor.

O Jogador é narrado por Aleksiéi Ivânovitch, o protagonista da história. Ele, um viciado compulsivo no jogo da roleta, leva uma vida de aparências e deseja ver sua avó em um caixão para herdar sua fortuna. Antonida Vassílievna – a avó de Ivânovitch, é uma mulher desprezível, que sente prazer em humilhar, mas apesar da rispidez, ela é uma personagem cômica, capaz de provocar risos no leitor, principalmente a partir do momento que ela se torna viciada no jogo de roleta.

Através de Ivânovitch temos a oportunidade de compreender psicologicamente como funciona a mente de um viciado, é fascinante e aterrorizador ao mesmo tempo. Dostoiévski, que havia sido um jogador compulsivo no jogo da roleta, narra os momentos de jogatina com uma riqueza de detalhes absurda.

Como leitora me senti dentro do hotel-cassino observando a degradação dos personagens. Por diversos momentos durante a leitura me desesperei, porque é inevitável não sentir apego por alguns deles, eu queria que parassem de jogar, mas eles não paravam, ganhavam uma boa quantia numa jogada e na próxima perdiam o dobro. É triste ver como as pessoas perdem o controle de si diante da possibilidade de enriquecer rapidamente.

O Jogador é um livro que me conquistou. A história é fascinante, os diálogos são envolventes, engraçados e fáceis de assimilar. Acredito que O Jogador seja uma das obras menos complexa de Fiódor Dostoiévski, ideal para os iniciantes na literatura do escritor. O livro é leve, agradável e impactante. Dostoiévski provou através deste livro que sua genialidade produzia obras excelentes em menos de um mês.

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