"1922" é um suspense psicológico não decepcionou em momento algum. O filme conseguiu transferir da escrita para a tela todo o efeito devastador que a culpa e o remorso provocaram no protagonista. A imagem do corpo da mulher em decomposição passa a persegui-lo, e nós, meros espectadores, não sabemos se aquela assombração é real ou é apenas fruto do remorso que assola a vida de Wilfred.
O filme mostra com total clareza que, cada ato gera uma consequência. Não existe crime perfeito, porque mesmo que todas as evidências sejam apagadas, a própria consciência do autor o denuncia. Em "1922" o terror não é explícito, está nos detalhes, na maneira como vai ocorrendo a degradação dos personagens. (Thomas Jane) e (Dylan Schmid). Quer terror pior que carregar diariamente o sentimento da culpa?
Não resa dúvida que "192"2 é um dos melhores filmes originais da Netflix. Um presentão para todos nós fãs de Stephen King, onde a dor e o pavor permeiam toda a trama. É uma história de um homem ganancioso que plantou sementes de morte e colheu a culpa como punição.
"Espero que não haja um Deus. Acho que todos os assassinos esperam isso, porque se não existir o céu, não existe o inferno."
